22 abril, 2011

DMT é TNT NA SUA CABEÇA!






# Há uma molécula em nós humanos, bicho ou planta, chamada DMT (Dimetiltriptamina) ou A Molécula do Espírto, que se comunica de um estado de vida a outro sem o nosso controle. Para a pesquisadora Leanna Standish, a DMT é "a base comum de uma linguagem molecular. Uma linguagem de ressonância entre todos os seres vivos deste planeta”. Difícil de ser compreendido, esse estágio exige sensibilidade suficiente para sentirmos o que as plantas emanam.

E o que dizem as plantas? Sentimos nelas o amor despretencioso e desmaterializado? Existe um amor desromantizado? Sabemos que sorrir ou chorar não é só humano. O ''estado de espírito'' de todos os seres vivos pode transceder às práticas desse mundo e alcançar uma comunicação, é o que dizem os pesquisadores desse efeito psicoativo, às vezes despertado apenas com uma concentração mental.

Através da ingestão da Ayahuasca, a dimetiltriptamina, que é um alcalóide psicoativo e ainda o princípio ativo das mirações, revela um poderoso portal da consciência através da química simples desta molécula.

Imaginemos o amor fluindo, livre, se esquivando da sua outra face, que nós humanos temos, o ódio. Assim deve ser a forma que este sentimento encontra para voar. Terence McKenna, etnofarmacologista responsável pela divulgação mais abrangente da DMT, diz que seus efeitos mostram um amplo potencial de medicina planetária. "Essa linguagem permite o desencapsulamento dos egos", diz o cientista.
Como fazer a reconexão do humano com a comunidade da vida no planeta Terra? Terence diz que só essa molécula pode fazer a ligação. Imaginemos o porquê. Vida humana esgotada, voltada aos valores capitais, à picuinhas ou à violência, nós esquecemos (e até queremos muito) eliminar as plantas e os animais do mundo.

Mas fazemos amor de noite, num motel, e achamos que tudo está lindo. Seres românticos e selvagens, com toda a contradição humana. Fazemos também, com amor, qualquer melodia... Mas como cada ser reage ao amor?

Cazuzemos nos nicknames digitais: "eu quero a sorte de um amor tranquilo..." enquanto não sentimos, de fato, um amor sem pretenções materiais. Muitos até o sentem, quando criança, mas desconhecem a liberdade na vida adulta e o esquecimento cuida de substituir um sentimento verdadeiro pela ilusão.

Afinal, são quantos os tipos de amor? Amor como acessório de shopping... O amor é posse para a maioria. Uns poucos loucos liberam-no pra ver onde ele gruda. Certamente numa árvore, velha companheira da vida... ou num cão, de olhar atônito, ferido pelo monstro homem.

"O amor é uma construção terrível... um buraco negro, que quer engolir tudo", desabafa o poeta (puto com alguma musa). Mas, a DMT é a linguagem do amor no universo. Sente-se uma alegria incomensurável ao olhar as plantas. Chega a ser visível o sorriso das folhas.

"O amor, pra o bem querer, é pra querer o bem", corrige o lado holístico do poeta. E entre confissões assim ou confusões passadas, flutua o amor... que só é pleno quando livre de todas as nossas impressões humanas.

Ao entender o amor assim, o romantismo guarda-se em caixas minúsculas, com naftalina, até um crente desdobrá-lo (alguns passam ferro quente para retirar as marcas). Outros fingem que usam. Como um botton institucional... um smile amarelado, grudado ao peito.


#valdívia costa

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